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O envolvimento no álcool, da mesma forma como acontece na maioria das dependências, tem diferentes graus de envolvimento (Peer et al, 1982).
Estádio 1 – Álcool como modificador de estádios emocionais
• Consumo moderado sem conduzir à intoxicação • Recurso consciente ao álcool para induzir mudanças nos estados emocionais • O consumo de álcool não está associado a problemas de natureza interpessoal • Ausência de sintomas de dependência física ou psicológica
Estádio 2 – Álcool como um mecanismo de coping (A partir deste estádio a intervenção psicológica faz sentido)
• Consumo habitual conduzindo frequentemente à intoxicação • O consumidor recorre inconscientemente ao álcool para induzir alterações nos estados emocionais • Desenvolvimento de dependência psicológica (i.e., aumento da ansiedade na ausência do álcool)
Estádio 3 – Álcool como uma necessidade
• Consumo excessivo, predominantemente intoxicado • O consumidor nega o impacto que o álcool exerce na vida • Dependência aguda (com componentes psicológicas e fisiológicas) • Recurso ao álcool para evitar estados emocionais negativos
Estádio 4 – Álcool como sobrevivência (Intervenção psicológica manifestamente insuficiente. A intervenção psicológica, nesta fase, necessita de ser conjugada com outro tipo de intervenções, por exemplo, farmacológica)
• Consumo incessante, intoxicação crónica • Perda de contacto com a realidade • Consciência de uma realidade premente de consumir • Perda de consciência durante longos períodos de tempo
Paula Marques Março 2003
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Copyright © 1999 Paula Marques. All rights reserved. Revised: Setembro 13, 2004. |